Acacio Vaz de Lima Filho*

Os resultados do primeiro turno das eleições para a Presidência da República demonstraram, de maneira irretorquível, que o candidato do Comunismo Internacional foi vitorioso nas unidades da federação brasileira que se caracterizam por ser as mais pobres e que abrigam as parcelas mais ignorantes e miseráveis da população do país. Por outras palavras, o Sr. Luiz Inácio da Silva foi vitorioso no Nordeste, tendo sido derrotado em todas as demais regiões do Brasil. Este dado leva o eleitor mediano a algumas reflexões, que passo a examinar.

Em primeiro lugar, é no Nordeste que se concentram majoritariamente os beneficiários do “Bolsa Família”, pessoas que, recebendo uma espórtula do governo comunista, votam sistematicamente nele... como a esmola não faz cidadãos, mas forja pedintes despidos de iniciativa, interessa ao governo manter, na região citada, um enorme contingente de paupérrimos dependentes. É claro que o voto de tais eleitores não é livre: está jungido ao benefício recebido... o correto seria que esses eleitores ficassem privados do voto, enquanto recebessem o benefício.

Há um outro ponto interessante nesta matéria. Jamais o Comunismo teve a intenção --- que não se farta de propalar --- de realizar a justiça social e acabar com a pobreza. Ele é um instrumento das forças que objetivam a destruição da Civilização Ocidental e Cristã; instrumento que se materializa em um projeto de poder permanente que, para subsistir, carece da permanência da pobreza... isto resulta meridianamente claro da altissonante declaração da biliosa Dona Marilena Chauí, no sentido de que “odeia a classe média.” Ora, se esta senhora, com o seu inconfundível sorriso dialético, “odeia a classe média”, é óbvio que não deseja o seu crescimento. Assim, é contrária a que os pobres saiam da pobreza, subindo na escala social, econômica e financeira!...

A pobreza e a ignorância são duas irmãs gêmeas. Onde quer que se instala, o Comunismo persegue e elimina a elite intelectual. Foi assim na extinta União Soviética, e em todos os países para os quais o sistema foi exportado. Quando me refiro à “elite intelectual”, tenho em mente as pessoas cultas, capazes de pensar por si mesmas e de formular juízos de valor de maneira independente. É claro que o famoso “intelectual de esquerda” foge à minha referência... e isto porquanto um intelectual marxista padece em sua mente do que chamo de “atrofia epistemológica.” Com efeito, a crença de índole dogmática no primado dos fatores econômicos em conexão com a problemática humana, impede o marxista de enxergar e de admitir o que não se adequa a tal visão... daí as inevitáveis disfunções cognitivas que afetam o mal denominado “intelectual de esquerda”: João Pedro Stedile, por exemplo, “vê” “camponeses” no Brasil... isto refoge à realidade, mas não importa, porque tem conformidade com os “livros sagrados” do Marxismo... de resto, o baixíssimo nível intelectual e cultural dos universitários brasileiros vitimados pela doutrinação ideológica de esquerda, é uma prova irrefutável do que aqui afirmo.

Há um outro ponto, este macabro, relativo à vitória da esquerda no Nordeste: graças a ser o Brasil uma pseudo-federação, porquanto forjada de modo artificial, existe no país uma distorção da representação política, que faz com que os habitantes da região nordestina tenham um peso político de todo incompatível com a sua contribuição para o todo que é a União Federal. Esta distorção da representação política caminha de mãos dadas com uma distorção tributária: a União recolhe as contribuições financeiras do Brasil que realmente trabalha e produz, e as despeja no Nordeste. Lá, elas não beneficiam a população local, porquanto vão para os bolsos de dirigentes políticos sem escrúpulos. Este mal é velho, remontando à grande seca que assolou a Província do Ceará, em 1850.

A sinistra trilogia Comunismo-Ignorância-Miséria que vitima o Nordeste, com consequências nefastas para todo o Brasil, tem que ser erradicada por aqueles que efetivamente amam esta terra cujo primeiro nome foi “de Santa Cruz”...

*Acacio Vaz de Lima Filho

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